Entrevista com Vinnicius Martins

Vinnicius Martins é bi-campeão do Rei de Búzios e um dos principais competidores do ranking brasileiro de sup race.

Publicada em: 07/02/2018 15:14:45


Vinnicius Martins começou cedo no stand up paddle e já acumula conquistas importantes no cenário nacional e internacional. Em entrevista ao surfconnect fala um pouco sobre o esporte, sua rotina de treinos e dá dicas pra quem quiser participar do desafiador Rei de Búzios 2018.


Quando começou a remar de Stand Up Paddle e como foi a transição, já que praticava outros esportes?


No início eu nem sabia que estava remando de SUP. Durante as férias eu ajudava os professores do Buzios Vela Clube a dar aulas de windsurf e, nos dias de pouco vento, acompanhávamos os alunos remando em pé em pranchas de wind com remo de caiaque. Isso já era de alguma forma "Stand Up Paddle". Depois que vi que isso tinha nome e era um esporte que estava chegando com tudo no Brasil.
Não diria que foi uma transição, já que eu continuo fazendo todos os esportes na água que fazia quando comecei a remar (até adicionei alguns novos), O que aconteceu foi que comecei a me dar bem nas competições de SUP e fui tendo oportunidades bem legais através desse esporte. 

Qual é a sua rotina de treinos?

 

Bem no comecinho da minha carreira uma das minhas maiores sortes foi conhecer o Marcelo Borges, treinador de Triathlon e preparador físico super renomado que treinou a Fernanda Keller (campeã do IronMan) durante anos e foi preparador físico de alguns dos melhores tenistas e velejadores do Brasil.  
Começou a se interessar pelo SUP e fomos aprendendo muito sobre esse esporte. Hoje a minha rotina de treinos varia bastante dependendo da proximidade das competições, mas em geral eu remo entre 5 e 6 dias por semana, pedalo e corro por volta de 3x por semana. Nunca fiz academia e nem levantei um peso, no máximo algumas flexões e barras em casa.

 

Você esperava ganhar o Rei de Búzios quando participou em 2013 com apenas 17 anos? 


Em 2013 foi a terceira vez que eu participei do Rei de Búzios. Na primeira vez eu fiquei em 4º e tinha 14 anos. 
Não sei se eu esperava ganhar em 2013 pois nunca tinha ficado em 1º lugar em nenhuma competição de SUP. Já tinha ido bem em algumas, mas me preparei muito para aquele ano e as condições estavam muito boas para mim, com mar bem balançado. Eu estava muito motivado para tentar manter o título em casa pela primeira vez e só conseguia pensar nessa prova.
Quando cruzei a linha de chegada em primeiro foi uma das melhores sensações da minha vida.

De todas as competições que já participou, qual foi a mais desafiadora?


A Molokai 2 Oahu no Hawaii sem dúvida. A travessia de 54km entre duas ilhas havaianas é a competição de maior prestígio no mundo do SUP e o percurso é realmente MUITO casca grossa. Foi lá onde o lendário surfista Eddie Aikau morreu e a travessia tem muita história, além de ser extremamente desgastante física e psicologicamente. Já fiquei em 5º e em 4º lugar geral nessa prova.
No Brasil a competição mais desafiadora ao meu ver é o Rei de Búzios, e a prova Havaiana e a Buziana têm muita coisa em comum! São provas bem oceânicas e que te dão muita satisfação ao completar o percurso, olhar no mapa o ponto onde você largou, onde chegou e pensar que conseguiu fazer aquilo tudo remando. 

 

Este ano o percurso profissional do Rei de Búzios vai dar a volta completa na península buziana pela primeira vez. Você já fez esse percurso? Qual o ponto mais difícil?

Já fiz muitas vezes esse percurso, mas é sempre uma surpresa. Inclusive a primeira vez que fiz (aos 12 anos) mudou muito minha relação com o mar e com o SUP. Foi um dia inesquecível!
O ponto mais difícil varia de acordo com as condições, mas normalmente são o costão entre a Praia do Forno e a ponta do Olho de Boi ou a temida Ponta do Criminoso. Ao mesmo tempo que são as partes mais difíceis são dois dos lugares mais bonitos da travessia.

 

Quais as dicas que você daria para quem está estreando no Rei de Búzios?  

A dica principal para quem vai fazer o percurso longo é manter a calma se o mar estiver muito bravo, tentar relaxar e ter em mente que do meio para o final as condições ficam mais fáceis. 
Se tiver a oportunidade de fazer o percurso pelo menos uma vez antes do campeonato, ajuda muito, pois saber o caminho e ter ideia de onde "o bicho pega" e de onde as coisas ficam mais calmas faz toda a diferença. Inclusive no final de semana do dia 17 de Fevereiro estou organizando uma clínica onde vou levar a galera pra fazer o percurso com um barco de apoio e dar as dicas no caminho.
Agora se você estiver participando na categoria que faz o percurso mais curto (saindo de João Fernandes), a melhor dica que posso te dar é se divertir e curtir a remada e a festa. Chame seus amigos, seu cachorro e aproveite o visual. O percurso mais curto é super democrático e pra quem quer se divertir é ideal.

Publicada em: 07/02/2018 15:14:45

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