De olho nos árbitros: As polêmicas entre surfistas e arbitragem na WSL

Relembre algumas polêmicas entre a WSL e outro grande surfista brasileiro

Publicada em: 27/04/2021 13:26:07


A etapa da Liga Mundial de Surf (WSL) em Narrabeen, Austrália teve grandes destaques brasileiros, mas não só isso, ela também ficou marcada por uma polêmica envolvendo Ítalo Ferreira. No caso, o surfista recebeu a nota 1.77 dos juízes por terem considerado que ele não completou o aéreo, desconsiderando-o. Esse fato não apenas frustrou o atleta, mas a todos os brasileiros que consideraram a nota injusta. Para muitos inclusive, essa foi a forma de parar o Brazilian Storm. Será?

 

Além desta polêmica, em momentos passados da história da WSL ocorreram outras discordâncias entre as avaliações dos juízes e a opinião do público, e o nosso post de hoje é todo dedicado a relembrá-los. Vamos ver as últimas polêmicas envolvendo a WSL e grandes surfistas. 

 

2016: Medina x WSL

Brigando pelo bicampeonato, Medina estava em confronto direto com o americano Tanner Gudauskas. O brasileiro precisava de 8.34 para passar para a próxima fase, porém ganhou 8.30. A nota baixa o frustrou, que ao ver que sua bateria acabou, se sentou sobre a prancha e bateu palmas para os juízes, ironizando-os. 

 

Ainda nessa etapa, outros surfistas já tinham expressado seu descontentamento com os juízes da WSL, um dia antes do acontecimento com Medina. Um deles foi Matt Wilskinson e Julian Wilson, que assim como o brasileiro, participaram de baterias acirradas, mas perderam na úitima tentativa. O último a se pronunciar com essa situação foi o francês Jeremy Flores. Na época, o surfista destacou que discorda da WSL há anos, sempre expõe suas injustiças e que cansou de receber multas pela sua conduta considerada inadequada. 

 

2019: De novo, Medina x WSL

No ano em questão, Gabriel perdeu para Caio Ibelli por ter cometido interferência, segundo a WSL. Logo após o evento Medina postou sua versão do ocorrido no Instagram pedindo revisão de bateria. Após reavaliação, a posição se manteve, deixando o bicampeão de fora da competição. 

Após o ocorrido, a instituição mudou sua regra a partir de 2020 para que situações como essas não ocorram novamente. No caso das novas regras, os juízes ganharam espaço para poder desqualificar um surfista caso entendam que a interferência foi intencional. Além disso, quando o atleta cometer interferência de prioridade, a segunda melhor onda é cortada, contando como zero. Já se o ato ocorrer nos últimos 5 minutos da bateria, a melhor onda será cortada e se os juízes considerarem que foi intencional, o mesmo pode ser desqualificado. 

 

Nem sempre haverá total concordância entre o que ocorreu e como os juízes interpretaram, mas dá para ter certeza de que ainda há espaço para evoluir e fazer da WSL uma competição melhor. De resto, desejamos ainda mais sucesso para o Brazilian Storm!

 

Publicada em: 27/04/2021 13:26:07

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