Prone Paddleboard: tudo o que você precisa saber sobre essa modalidade

O esporte de remada possui grande potencial de popularização e, além de inclusivo, pode ser responsável pela sua evolução no surf

Publicada em: 03/11/2021 14:28:09


No primeiro boom do surf, em 1930, uma pessoa era reconhecida como um bom surfista se fosse também boa remadora. Inclusive nas competições, em que a categoria de remada era a mais esperada. 

Todo esse prestígio se dava muito pela dificuldade que era remar em alto nível, já que as pranchas não eram como as de hoje em dia e muitas vezes pesavam mais de 100 kg. 

Com a evolução do esporte, as pranchas ficaram mais leves, o que tornou a remada a habilidade mais básica que um surfista precisa ter para evoluir no esporte. Quem não treina a remada dificilmente vai evoluir no surf e grandes personalidades do surf australiano e havaiano concordam com essa máxima. 

Nesses locais, a prancha de remada ou prone paddleboard é uma ferramenta comum para melhorar o condicionamento físico e pode ser até melhor que os exercícios funcionais convencionais, já que você treina dentro da água. 

Por isso, personalidades como Conner Coffin, Mick Fanning, Laird Hamilton e Kai Lenny recorrem ao prone paddleboard em seus treinamentos. 

 

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O Prone Paddleboard no Brasil: 

O prone paddleboard chegou ao Brasil quando Rico de Souza tentou implementar um conceito de treinamento que aprendeu no Havaí. Nos dias de flat, ele fazia travessias pela orla carioca. 

Porém, devido à falta de informação e escassez de matéria prima, a modalidade não vingou. 

Anos depois, Maurício Abubakir, shaper baiano teve contato com as pranchas de remada e passou a produzir e organizar eventos para popularizar a modalidade em Salvador, o que deu certo e tornou a capital um polo do esporte. 

A partir desse momento, o esporte foi se espalhando em todo o Brasil até chegar ao que é hoje: neste ano, uma competição cearense teve o maior número de inscritos no prone paddleboard. 

O Brasil já possui nomes reconhecidos internacionalmente, como Sinara Pazos e Patrick Winkler

O prone paddleboard e a acessibilidade: 

Há seis anos atrás, na represa Billings (região do ABC Paulista), Ricardo Allmada viu no esporte, grande potencial de inclusão a PCD’s. Assim, ele criou o que chama de paddleboard inclusivo.

Segundo Ricardo, o esporte melhorou o condicionamento físico, o processo digestivo, a parte cardiovascular e emocional. Muitos experimentam sensações que nunca sentiram e por isso o sucesso. 

Um grande exemplo é Careca (Robson de Souza). Ex-competidor de longboard, Robson ficou tetraplégico após um acidente de carro. Mas, por meio do paddleboard, ele conseguiu retornar ao esporte. Hoje em dia ele compete, promove palestras e cursos sobre o surf adaptado. 

 

Que tal se arriscar nessa modalidade?

 

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Publicada em: 03/11/2021 14:28:09

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